Descrição
Tomando como referência o que está dito no fragmento póstumo 14[119] da primavera de 1888, tentaremos pensar em que medida Nietzsche distingue duas possibilidades de linguagem, a metafísica e a artística. Ambas são compreendidas, respectivamente, como posicionamentos decadente e ascendente diante do mesmo fenômeno, qual seja: o “estado estético” anterior que funda toda a “linguagem”, enquanto ato de compreensão imediata do homem. Se por um lado prevalecerá a linguagem metafísica que visa à cristalização deste acontecimento, fundando valores que denigrem a vida, caberá, por sua vez, à linguagem artística o empenho de restaurar uma linguagem criadora, a que o filósofo atrela uma forma especial de “estado estético”, a “embriaguez”.